#MyGameMyName – O Fim do assédio nos games

Por 7 de novembro de 2018SocialNews
Tempo de leitura aproximado: 4 minutos(Atualizado em: 8 de novembro de 2018)

Quem joga games há mais tempo já deve ter notado que aquele apelo sexual dos games com a figura feminina tem diminuído vertiginosamente de uns anos para cá.

Aquela Lara Croft (da série Tomb Raider) usando short curto e com seios exageradamente grandes foi trocada no reboot da série nos primeiros anos do século XXI, por uma Lara mais plausível, visando um público feminino que queria se ver representado como personagem forte em um game e não apenas um sex symbol.

Mercado

Hoje em dia, de acordo com o Game Consumers Insights, da Newzoo, as players mulheres somam mais de 46% do público de jogos no mundo.

Número que, de acordo com a organização estadunidense Wonder Women Tech, em parceria com a Boot Kamp e a Women Up, poderia ser ainda maior se a comunidade de jogadores homens não fosse tão tóxica, muitas vezes duvidando das qualidades das jogadoras chegando ao extremo de assediá-las com palavras de baixo calão, cantadas dignas do século XIX e até coisas piores.

Pensando nisso…

Tendo como base (e vivência prática!) as organizações já citadas lançaram a campanha #MyGameMyName para, justamente, conscientizar jogadores homens sobre assédio e bullyng sofrido por mulheres nos games online.

Desde que os videogames se popularizaram, em meados da década de 1970 até os dias de hoje, onde praticamente qualquer jogo tem sua versão on-line, muitas mulheres, temendo serem assediadas não só de forma sexual como moral.

Muitas players optam por jogar offline, sem se aventurar no mundo externo em um dos meios que até, nem 20 anos atrás, via na mulher apenas um objeto.

Por isso muitas gamers mulheres usavam apelidos masculinos para fugir desse assédio.

 

Para lançar a campanha foram convidados diversos youtubers homens para jogarem com nomes femininos e sentirem na própria pele o que as jogadoras recebem.

O resultado, que não chega a ser uma novidade, é que outros jogadores atacaram, assediaram e tentaram, de todas as formas possíveis, rebaixar quem estava do outro lado jogando.

 

Outro lado

 

Quem assistir aos vídeos da campanha e ir na caixa de comentários certamente verá pessoas tratando a ação como “exagerada” ou “mimimi” ou ainda “mentirosa”. Mas a verdade é que, assim como em quase todos os setores, a mulher ainda é tida como inferior ao homem.

 

Power Up

 

Em meio aos vídeos é possível notar que, ao verem uma jogadora mulher sendo assediada, alguns jogadores homens tendem a defendê-la, prova que o machismo estrutural, aos poucos, está sendo desconstruído, sendo trocado por uma empatia maior. O processo é longo, claro, mas o primeiro passo já foi dado. E, se as mina quer jogar? Deixa as mina jogar em paz.

 

 

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